Presidente


Georges Michel Sobrinho – Presidente do PDT do Distrito Federal

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Michel ainda era estudante em Goiás secundarista em Goiânia, Goiás, quando Jânio Quadros renunciou em 1964. Para garantir a posse de seu vice, João Goulart (Jango), vários setores da sociedade, tendo em vista a ameaça de golpe por parte dos militares, se mobilizaram. Entre os quais se encontravam os estudantes da UGES – União Goiana dos Estudantes da qual fazia parte Michel, tendo recebido, inclusive, treinamento paramilitar promovido pelos simpatizantes legalistas.

Georges Michel Sobrinho, presidente do PDT-DF, foi um dos organizadores do Encontro de Lisboa e é um dos signatários da Carta de Lisboa, documento base de fundação do Partido Democrático Trabalhista, quando a intenção de Brizola ainda era refundar o PTB no Brasil, com a ajuda dos Trabalhistas que no final da década de 70 ainda viviam a diáspora do exílio, como ele e dezenas de companheiros fundadores do partido, como Michel; e os trabalhistas que, no Brasil, reunidos no MDB, combatiam internamente a ditadura. Abaixo, Michel traça um quadro real daquele momento em que o Brasil vivia a abertura lenta e gradual.

Era final da primavera de 1979, quando culminou o Encontro de Lisboa. O trabalho político de Brizola, nos dias quentes nessa época em Portugal, serviu de moldura para um novo quadro partidário que acabara de ser elaborado por um grande político e articulador, que muitos consideravam esquecido nos pampas uruguaios. A vinda de Brizola para Portugal despertou o ânimo e trouxe a aurora à praticamente todos os exilados brasileiros, que estavam por esse mundo afora desperançosos e sem rumo. A luta armada e suas organizações haviam sucumbido, juntamente com os seus principais lideres. O velho Partidão (PCB), por outro lado, não apresentava qualquer alternativa política para enfrentar a ditadura brasileira, que já naquela época estava se esgotando. A possibilidade colocada por Brizola, aos exilados em Portugal, que se juntaram ao redor dele, para pensar, trabalhar e encontrar caminhos viáveis para a redemocratização do Brasil deixou todos que ali se encontravam esperançosos com a retomada da participação na vida política brasileira, principalmente com a perspectiva da volta para o nosso País.

Os historiadores ainda não deram a devida importância ao Encontro de Lisboa como fator preponderante para a redemocratização do Brasil.

Vindo dos Estados Unidos (para onde foi após sua expulsão do Uruguai), logo que chegou a Portugal, convidado pelo Primeiro Ministro Mario Soares, iniciou a sua participação nas reuniões da Internacional Socialista, cujos eventos eram frequentes nos países europeus. Foi depois de uma viagem à Holanda que Brizola teve a ideia de realizar um encontro de jovens brasileiros exilados. Dessa concepção, das discussões posteriores, houve a evolução para que fosse realizado em Lisboa um encontro de trabalhistas no exílio e trabalhistas do Brasil.

Brizola convocou os companheiros que estavam em Lisboa, para que fossem iniciados os trabalhos e preparativos para o referido Encontro, desde preparação de textos, discussão de documentos, contatos com companheiros que estavam exilados em outros países a confecções de pastas, transportes, alojamentos em hotéis, comida etc. Foram muitos dias e noites, consumindo litros de cafezinhos nas salas de reuniões do Hotel Flórida, onde Brizola residia.

Com apoio do Partido Socialista Português, inclusive emprestando sua Sede Nacional no Largo do Rato em Lisboa, pôde ser realizado o nosso grande evento, naqueles últimos dias da primavera portuguesa, os mais importantes, pois culminariam com a rearticulação democrática do Brasil, florescendo e desabrochando A Carta de Lisboa, coluna vertebral e programática do trabalhismo brasileiro. Plataforma política para construir um Brasil verdadeiro.

Georges Michel Sobrinho, participante da organização do Encontro de Lisboa e subscritor da Carta de Lisboa.

 

Referências

Em 2011 o SBT exibiu a série Amor e Revolução. Ao final de cada capítulo, figuras históricas que haviam sido perseguidas pela ditadura no Brasil, davam seu depoimento. Michel foi um dos entrevistados. Relembrou o exato momento e local que estava quando o AI-5 foi decretado.

http://www.youtube.com/watch?v=ofjtFgp2ltI

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